São Paulo, quinta-feira, 5/11/2026, 11h00m, 23°C
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de interromper o ciclo de quedas e manter a taxa básica de juros (Selic) estabilizada em 13,75% ao ano reverbera de forma imediata nas vitrines e no planejamento das famílias brasileiras.
Faltando poucas semanas para as principais datas comemorativas do comércio, o cenário de juros em patamar elevado desenha um ambiente de cautela tanto para quem vende quanto para quem compra.
Para o setor de comércio e serviços, a manutenção da taxa significa que o custo do crédito continuará alto. Financiamentos, crediários e parcelamentos longos tendem a carregar taxas de juros mais salgadas, o que pode frear o ímpeto de consumo de bens de maior valor, como eletrodomésticos e eletrônicos.
Lojistas e pequenos comerciantes locais agora recalcitram suas estratégias, apostando em descontos à vista e condições Pix para atrair o cliente sem depender das linhas de financiamento bancário.
Do lado do consumidor, a orientação dos analistas financeiros é a seletividade.
Com a Selic estacionada em dois dígitos, os cartões de crédito e o cheque especial tornam-se ferramentas de altíssimo risco para o orçamento doméstico.
Por outro lado, para quem conseguiu poupar, as aplicações de renda fixa atreladas aos juros continuam rendendo com excelente atratividade, oferecendo uma janela de proteção contra a inflação enquanto o cenário global e doméstico não encontra maior estabilidade fiscal...✍🏿🇧🇷