terça-feira, 10 de novembro de 2015

Qual o papel do sobrinho?

Me aguarde Guilherme VINÍCIUS MACEDO DE MOURA

Quando Deus "qué" ninguém segura!

Padres se juntaram para um shou que gerou um cd e um dvd, ambos, com o título deste artigo!

Definitivamente pode se crer que idolatria,  religião e tribos foram inseridas neste projeto!

Pra minha mãe o Padre,  cantor é considerado um ser de veneração,  que segundo ela é fã e tiete do padre!

Muitos em depoimento diz que o padre está se promovendo, afinal,  para o católico de criação Ricardo Santos da Bahia,  diz que os padres são como políticos e acabam embolsando das paróquias e igrejas dinheiro do povo e que eles acabam sendo demagogos e mercenários,  uma vez que está exposto nos jornais as fortunas que são gastas em reformas de apartamentos dúplex de padres,  cardeais e bispos!

Sobretudo,  para o Brasil,  um país de religiões diversas, é pioneira no catolicismo e obviamente,  fiés ficam indiguinado ao ver que realmente, os padres poderiam estar na África,  Indu,  Azia,  Vietna , Afeganistão entre outros países pregando a paz ao invés de estar atrás de fama, sucesso e dinheiro.

DEFINITIVAMENTE LUGAR DE PADRE É OU NÃO É DENTRO DA IGREJA?

domingo, 8 de novembro de 2015

Racismo

Racismo no fantástico. ..

Definitivamente tem "neguin" ai se achando.
Desde quando macaco é um animal de malefício? A um tom de pele que muitas vezes o macaco nem têm?

Dia desses assistindo descovery chanel vi um macaco albino,  branco como um urso polar!
E ae?

Branco te ofendeu porquê sua pele é escura te chamando de macaco?  Chama ele de macaco albino ou chama de urso polar sei lá!

Mas se ofender em ser chamado de um bicho tão importante na nossa fauna e flora?

Definitivamente só sendo negro sem condições de uma boa educação para pensar assim!

Afinal a maioria dos negros de comunidade pobre não têm uma educação digna devido nossa política!

Enquanto os brancos de apartamento que estão preocupados se a pele escura é contagiosa ou doente?
Fique sabendo que especialistas médicos dizem que a pele negra é a pele que mais demora para envelhecer e ter câncer raramente de pele!

Sendo assim,  não sou racista deste que o negro não esqueça suas origens!  Afinal não podemos esquecer de onde viemos!

Sobretudo ao que acha ter sangue azul,  volte a antiga Alemanha,  pois, promover outro HILOCAUSTO e aqui no Brasil,  nós brasileiros,  sangue latino não vamos permitir!

Parabéns a Thais Araújo pelo trabalho e acabou ganhando mais destaque e mídia em nega? Entrou na história já, desde  a abusada Chica da Silva!

Parabéns também ao jogador de futebol,  que não sei o nome e nem me interessa por não gostar de futebol!

Sobretudo,  não é minha opinião que está em jogo, entretanto,  o tema RACISMO!

Sou filho de um afro brasileiro de pele escura e ele nunca foi um coitado e nunca foi maltratado enquanto o conheço a 35 anos!

Foi criado por um casal de Alemão e aprendeu a obedecer regras!

Óbvio que por não ser filho biológico não teve todas as regalias,  mas,  como ele sempre diz: O que importa é ter uma mulher como referência de MÃE e um homem imagem e referência de PAI!
pensamentos arcaicos do meu pai ou não,  o que manifesto aqui é que Racismo existe entre brancos e negros.

POIS JÁ VI MUITO NEGUINHO E NEGUINHA , CHAMANDO BRANCOS DE LAGARTIXA E BRANQUELA AZEDA!

Mas uma vez não sou Racista,  apenas faço deste artigo e como Jornalista que devo escrever,  faço um apelo a todos que não se acham seres humanos emocionais e racionais que se retirem.

AFINAL TODOS TÊM UM OBJETO PONT AGUDO EM CASA,  UMA FACA , UM OBJETO DE VIDRO CORTANTE,  sobretudo não estou induzindo ninguém ao suicídio, apenas,  alertando,  que este é o mundo em que vivemos,  RACISTA,  CORRUPTO,  DESLEAL,  DEZIGUAL  E ACIMA DE TUDO MISCIGENADO.
Sangues foram Unidos e assim criados o Brasileiro,  dono de um dos Países mais rico e lindo do universo!

Sejamos mais do que a cor da nossa pele.

SEJAMOS EDUCADOS!

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Clarice Lispector

Começo o artigo, informando que o conteúdo além de alguns pareceres meu serão exclusivo do site abaixo

http://www.claricelispector.com.br/

Lembro que era frio aquela tarde de agosto na cidade do Interior,  acho que estava com 12 anos e uma amiga que já não está mais viva foi em casa,  pois precisava saber como se portar diante um jantar após um desfile de moda!

Bom lembro que em minhas mãos estavam o livro A hora da estrela!

Ah como seria bom que as mulheres fossem como Macabéia!

Sobretudo,  ensinei a ela a etiqueta que deveria seguir,  assim,  como qualquer pessoa têm a obrigação e o dever de saber se portar diante de pessoas de mundos diferentes!

Se bem que as vezes é média e aparência de fino trato,  as vezes o barraco prevalece! Um marido que olhou pra outra mulher,  ou até mesmo uma qualquer preocupada porquê o vestido dela é igual da outra.

Sendo assim,  minha amiga foi embora e dei continuidade ao livro até, fazer como milhares de leitores li as últimas páginas e vi que Macabeia morreria!

Parei definitivamente de ler e não tive mais interesse.

No entanto,  esclareço que Clarice Lispector faz parte da história literária brasileira!

Pedro Karp Vasquez... Ao mesmo tempo que ousava desvelar as profundezas de sua alma em seus escritos, Clarice Lispector costumava evitar declarações excessivamente íntimas nas entrevistas que concedia, tendo afirmado mais de uma vez que jamais escreveria uma autobiografia.

Contudo, nas crônicas que publicou no Jornal do Brasil entre 1967 e 1973, deixou escapar de tempos em tempos confissões que, devidamente pinçadas, permitem compor um auto-retrato bastante acurado, ainda que parcial.

Isto porque Clarice por inteiro só os verdadeiramente íntimos conheceram e, ainda assim, com detalhes protegidos por zonas de sombra.

A verdade é que a escritora, que reconhecia com espanto ser um mistério para si mesma, continuará sendo um mistério para seus admiradores, ainda que os textos confessionais aqui coligidos possibilitem reveladores vislumbres de sua densa personalidade. 

A descoberta do amor

       “[...] Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas.

Em sentir um ambiente, por exemplo, em apreender a atmosfera íntima de uma pessoa.

Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em relação a outras coisas importantes. Continuo, aliás, atrasada em muitos terrenos.

Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais.

Até mais que treze anos, por exemplo, eu estava em atraso quanto ao que os americanos chamam de fatos da vida.

Essa expressão se refere à relação profunda de amor entre um homem e uma mulher, da qual nascem os filhos.

Depois, com o decorrer de mais tempo, em vez de me sentir escandalizada pelo modo como uma mulher e um homem se unem, passei a achar esse modo de uma grande perfeição.

E também de grande delicadeza. Já então eu me transformara numa mocinha alta, pensativa, rebelde, tudo misturado a bastante selvageria e muita timidez.
      
Antes de me reconciliar com o processo da vida, no entanto, sofri muito, o que poderia ter sido evitado se um adulto responsável se tivesse encarregado de me contar como era o amor.

Porque o mais surpreendente é que, mesmo depois de saber de tudo, o mistério continuou intacto.

Embora eu saiba que de uma planta brota uma flor, continuo surpreendida com os caminhos secretos da natureza.

E se continuo até hoje com pudor não é porque ache vergonhoso, é por pudor apenas feminino.
Pois juro que a vida é bonita.”

Temperamento impulsivo

       “Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente.

O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
       Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los.

Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente?
Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta?
E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso.

Não sou madura bastante ainda.
Ou nunca serei.”

Lúcida em excesso

       “Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. Estou por assim dizer vendo claramente o vazio. E nem entendo aquilo que entendo: pois estou infinitamente maior do que eu mesma, e não me alcanço. Além do quê: que faço dessa lucidez?

Sei também que esta minha lucidez pode-se tornar o inferno humano — já me aconteceu antes.

Pois sei que — em termos de nossa diária e permanente acomodação resignada à irrealidade — essa clareza de realidade é um risco. Apagai, pois, minha flama, Deus, porque ela não me serve para viver os dias. Ajudai-me a de novo consistir dos modos possíveis. Eu consisto, eu consisto, amém.”.

Ideal de vida

       “Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser.
       O que eu gostaria de ser era uma lutadora. Quero dizer, uma pessoa que luta pelo bem dos outros. Isso desde pequena eu quis. Por que foi o destino me levando a escrever o que já escrevi, em vez de também desenvolver em mim a qualidade de lutadora que eu tinha? Em pequena, minha família por brincadeira chamava-me de ‘a protetora dos animais’. Porque bastava acusarem uma pessoa para eu imediatamente defendê-la.
       [...] No entanto, o que terminei sendo, e tão cedo? Terminei sendo uma pessoa que procura o que profundamente se sente e usa a palavra que o exprima.
É pouco, é muito pouco.”

Escritora, sim; intelectual, não

       “Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade que nem de longe me fere. Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade. 
[...] Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros ‘uma profissão’, nem uma ‘carreira’. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis. Sou uma amadora?
       O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.”

A síntese perfeita

       “Sou tão misteriosa que não me entendo.”

A certeza do divino

       “Através de meus graves erros — que um dia eu talvez os possa mencionar sem me vangloriar deles — é que cheguei a poder amar. Até esta glorificação: eu amo o Nada. A consciência de minha permanente queda me leva ao amor do Nada. E desta queda é que começo a fazer minha vida. Com pedras ruins levanto o horror, e com horror eu amo. Não sei o que fazer de mim, já nascida, senão isto: Tu, Deus, que eu amo como quem cai no nada.”

Viver e escrever

       “Quando comecei a escrever, que desejava eu atingir? Queria escrever alguma coisa que fosse tranqüila e sem modas, alguma coisa como a lembrança de um alto monumento que parece mais alto porque é lembrança. Mas queria, de passagem, ter realmente tocado no monumento. Sinceramente não sei o que simbolizava para mim a palavra monumento. E terminei escrevendo coisas inteiramente diferentes.”
       “Não sei mais escrever, perdi o jeito. Mas já vi muita coisa no mundo. Uma delas, e não das menos dolorosas, é ter visto bocas se abrirem para dizer ou talvez apenas balbuciar, e simplesmente não conseguirem. Então eu quereria às vezes dizer o que elas não puderam falar. Não sei mais escrever, porém o fato literário tornou-se aos poucos tão desimportante para mim que não saber escrever talvez seja exatamente o que me salvará da literatura.
       O que é que se tornou importante para mim? No entanto, o que quer que seja, é através da literatura que poderá talvez se manifestar.”
       “Até hoje eu por assim dizer não sabia que se pode não escrever. Gradualmente, gradualmente até que de repente a descoberta tímida: quem sabe, também eu já poderia não escrever. Como é infinitamente mais ambicioso. É quase inalcançável”.

A importância da maternidade

       “Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...].”

Viver plenamente

       “Eu disse a uma amiga:
       — A vida sempre superexigiu de mim.
       Ela disse:
       — Mas lembre-se de que você também superexige da vida.
       Sim.”

Um vislumbre do fim

       “Uma vez eu irei. Uma vez irei sozinha, sem minha alma dessa vez. O espírito, eu o terei entregue à família e aos amigos com recomendações. Não será difícil cuidar dele, exige pouco, às vezes se alimenta com jornais mesmo. Não será difícil levá-lo ao cinema, quando se vai. Minha alma eu a deixarei, qualquer animal a abrigará: serão férias em outra paisagem, olhando através de qualquer janela dita da alma, qualquer janela de olhos de gato ou de cão. De tigre, eu preferiria. Meu corpo, esse serei obrigada a levar. Mas dir-lhe-ei antes: vem comigo, como única valise, segue-me como um cão. E irei à frente, sozinha, finalmente cega para os erros do mundo, até que talvez encontre no ar algum bólide que me rebente. Não é a violência que eu procuro, mas uma força ainda não classificada mas que nem por isso deixará de existir no mínimo silêncio que se locomove.

Nesse instante há muito que o sangue já terá desaparecido. Não sei como explicar que, sem alma, sem espírito, e um corpo morto — serei ainda eu, horrivelmente esperta. Mas dois e dois são quatro e isso é o contrário de uma solução, é beco sem saída, puro problema enrodilhado em si. Para voltar de ‘dois e dois são quatro’ é preciso voltar, fingir saudade, encontrar o espírito entregue aos amigos, e dizer: como você engordou! Satisfeita até o gargalo pelos seres que mais amo. Estou morrendo meu espírito, sinto isso, sinto...”

Textos extraídos do livro Aprendendo a viver, Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2004.

Leia também Os mistérios de Clarice  

Conclusão, só quem ler Clarice a conhecerá profundamente!

Mas de uma coisa não pode esquecer, Clarice se não lembrava passou pelo Holocausto!

Raul Seixas

Definitivamente um ser humano alcolatra e suicida não pode ser considerado ídolo!

Raul Seixas fez sucesso na década de 80 se tornando lider de uma tribo chamada por mim de Rauzitos!
Eu por 2 anos , entre meus 20 e 22 anos,  confesso que fiz parte desta tribo, no entanto,  ídolo para mim é espelho,  sendo assim,  tenho por ídolo meu pai aquem me deu a vida!

Sendo assim,  que seu sucesso foi visível isto é nítido até hoje.

Quer ver é só passar perto de onde têm karaoke!

Intitulado por Nelson Mota e afins, o eterno Maluco Beleza morreu de cirrose aos 50 poucos anos e deixou seus suditos!

..."Quando eu era guri, lá na Bahia, música para mim era uma coisa secundária.
O que me preocupava mesmo eram os problemas da vida e da morte, o problema do homem, de onde vim, para onde vou (...)"—Raul Seixas.

Raul Santos Seixas nasceu às 8 horas da manhã em 28 de junho de 1945 numa família de classe média baiana que vivia na Avenida Sete de Setembro, Salvador BA.

Seu pai, Raul Varella Seixas, era engenheiro da estrada de ferro e sua mãe, Maria Eugênia Santos Seixas, se dedicava às atividades domésticas.

No próximo mês ele foi registrado no Cartório de Registro Civil de Salvador com o nome do pai e do avô paterno.

Em 16 de setembro do mesmo ano, batizaram-no na Igreja Matriz da Boa Viagem.

Em 4 de dezembro de 1948, Raul Seixas ganhou um irmão, o único, Plínio Santos Seixas, com quem teria um bom relacionamento durante sua infância.

Os estudos de Raul Seixas começaram em 1952, onde frequentou o curso primário estudando com a professora Sônia Bahia.

Concluído o curso em1956, fundou o Club dos Cigarros com alguns amigos.

O trágico percurso escolar de Raul Seixas se iniciaria em1957, quando ele ingressou no ginásioColégio São Bento, onde foi reprovado na 2ª série por três anos.

Um dos motivos da reprovação, segundo alguns biógrafos, é que ele, em vez de ir assistir as aulas, ouvia rock and roll — em seus primórdios — na loja Cantinho da Música.
No mesmo ano, em 13 de Julho, Raul Seixas fundou o Elvis Rock Club com o amigo Waldir Serrão.

Segundo a jornalista Ana Maria Bahiana, é através de Serrão que Raul Seixas começou a sair de casa e a manter uma vida social mais ampla.

Segundo Raul, o encontro com Waldir foi fantástico: "me preparei todo, botei agola pra cima, botei o topete, engomei ocabelo, e fiquei esperando ele, masclando chiclete".

O Elvis Rock Club era como uma gangue, que procurava brigas na rua, fazia arruaça, roubava bugigangas e quebrava vidraças.

Embora Raul não gostasse muito disso, "ia na onda, pois o rock(pelo menos a meu ver) tinha toda uma maneira de ser".

Então, a família resolveu matricular Raul num colégio de padres, o Colégio Interno Marista, onde ele alcançou a 3ª série em 1960, mas acabou repetindo o estágio em 1961.

Ao que tudo indica, nessa época Raul Seixas começou a se interessar pela leitura.

 O pai de Raul Seixas amava os livros e possuía uma vasta biblioteca em casa.
Tão logo decifrou o mistério das letras, o garoto pôs-se a ler os volumes que encontrava na biblioteca do pai Raul.

Sendo assim, as histórias que lia na biblioteca fermentavam sua imaginação e, com os cadernos do colégio, fazia desenhos, criava personagens, enredos, para depois vender ao irmão quatro anos mais novo, que acabava ficando interessado e comprava os esboços.

Segundo Raul, um dos personagens principais dessas histórias era um cientista maluco chamado "Mêlo" (algo como "amalucado"), que viajava para diversos lugares imáginarios como o Nada, o Tudo, Vírgula Xis Ao Cubo, Oceanos de Cores.

 Segundo Raul, Melô era sua "outra parte, a que buscava as respostas, o eu fantástico, viajando fora da lógica em uma maquinazinha em que só cabia um só passageiro... Melô-eu."

Plínio ficava horas ouvindo o irmão contar suas histórias, dentro do quarto dos dois, e Raul frequentemente encenava os personagens como um ator.

 Ambos os irmãos tinham algo em comum: adoravam literatura, mas odiavam a escola.

Mais tarde, já maduro, Raul Seixas diria: "Eu era um fracasso na escola. A escola não me dizia nada do que eu queria saber.

Tudo o que aprendia era nos livros, em casa ou na rua.

Repeti cinco vezes a segunda série do ginásio. Nunca aprendi nada na escola.

Minto. Aprendi a odiá-la."
De um modo ou de outro, Raul Seixas precisava frequentar a escola vez ou outra.

Em uma determinada ocasião, o pai perguntou a Raul como ele ia na escola e pediu seu boletim.

Raul mostrou um boletim falsificado, com todas as matérias resultando em um 10.

O pai questionava se ele havia estudado, mas Maria Eugênia interrompia, dizendo algo como "Estudou nada, ficou aí ouvindo rock o tempo inteiro, essa porcaria desse béngue-béngue, de élvis préji, de líri ríchi e gritando essas maluquices."

Os pais de Raul, como toda a geração da época, estranhavam o rock e ele não era muito bem-vindo entre as famílias.

...

no dia 22 de agosto de 1989.

Na manhã do dia 21 de agosto,
Raul Seixas foi encontrado morto sobre a cama , por volta das oito horas da manhã em seu apartamento em São Paulo,

Vítima de uma parada cardíaca: seu alcoolismo, agravado pelo fato de ser diabético, e por não ter tomadoinsulina na noite anterior, causaram-lhe uma pancreatite aguda fulminante.

SEGUNDO O SITE abaixo
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Raul_Seixas

...

Nuvem

Nuvem é como mulher.
Inconveniente na maioria das vezes!

Estava eu penteando meu cabelo pra ir até a lavanderia fumar um cigarro.
Quando abri a porta aquele amarelo tomou conta do meu ser.
Era o sol e eu corria pra aproveitar ir ao mercado pagar uma conta e comprar água.
Comprar água,  achei que jamais fosse dizer isto,  pois bem,  fui comprar água.
Saindo do mercado após rir com as meninas nos caixas,  corri pra casa deixar a água e aproveitar o Sol na varanda.
Coisa de minutos.
Entrei deixei a água,  fui ao espelho e peguei meu celular.

Quando chego foi somente o tempo de me alongar e agradecer a ele por existir.

Sobretudo,  com os olhos fechados senti um frio e como se uma sombra passasse,  pois então,  eram elas Nuvens brancas acinzentadas enormes cobriram o ser Sol.

Abri os olhos e ele tentou relutou e conseguiu aparecer novamente,  quando fechei os olhos e continuei minha concentração novamente as nuvens o cobriu!

Agora estou eu aqui após 10 minutos aguardando o retorno do Sol!

Ouvindo cadê você Leila XIV Chico Buarque

Ainda aguardo, ele já deu sinal de que retornará!

Não saio daqui até ele se por!

Pois bem,  voltando as inconvenientes nuvens,  pesquisei e
elas se formam em diferentes altitudes da atmosfera e nem todas provocam precipitação (gelo, neve, chuva).

A interação com a luz do sol e com diferentes partículas que ficam suspensas no ar modificam a cor das nuvens.

“As nuvens são o raios-X da atmosfera”, assim gostava de falar o meteorologista Rubens Junqueira Vilela para seus alunos.

Saber lê-las é entender melhor a atmosfera.

O tamanho, a cor e forma das nuvens às vezes realmente fascinam e nos fazem registrar em fotos sua beleza ou estranheza.

Algumas nuvens se formam em quase todos os lugares do planeta, mas outras são realmente raras, especiais.

Quer saber mais?

Siga o caminho abaixo:
http://geofisica.fc.ul.pt/informacoes/curiosidades/nuvens.htm

Sabe que na minha opinião a nuvem não é de todo mau, quando queremos ficar em baixo da coberta vendo tv e comendo pipoca,  não tem coisa gostosa as vezes, sendo assim,  se parar para analisar o papel das Nuvens neste caso é fundamental,  afinal,  são elas que propiciam de certa forma o friozinho gostoso daquela tarde de chuva!

Isto me faz lembrar os bolinhos de chuva que faço quando estou apaixonado!

Concluindo, só me apaixonei uma vez então,  por quê só fiz uma vez!
Kk

Entretanto,  retomando ao artigo,  as nuvens assim camo qualquer fenômeno da natureza e essêncial para o bem estar do planeta terra,  do ambiente e dos seres vivos!
Todos dependemos da nuvem!

Obrigada brancura por existir e por ser inconveniente as vezes!

Amuleto

Era quase 11 horas da noite quando saí do colégio Integração.
Corri porquê sentia que iria te encontrar lá!

Triste ir até lá e não ver mais o colégio!
Mas, ao entrar na padaria Real , teu cheiro me transporta à época!

No entanto o fórum velho continua lá!

Recordo que aquele dia não foi bom pra mim.
Briguei com meu pai pra variar e pedi demissão do trabalho!

Sobretudo,  quando deixei o colégio ates da hora,  corria ao Fórum velho porquê sabia que te encontraria lá.
Pra mim era como correr atrás do meu consolo,  amigo.
Acho que me enganei.
Estava a todo momento,  no caminho do colégio até o fórum,  mexendo no cordão de ouro que estava em meu pescoço.
Ganhei com amor e com amor queria te dar!

Era um amuleto protetor,  sobretudo,  corria e não parava de girar o talismã no cordão pendurado no pescoço. Quando cheguei lembro que pus as mãos nos joelhos e respeitei fundo e abaixei a cabeça.  Tontura me fez sentar um pouco, ates de lhe procurar.
Você também sabia que estaria ali.

Não demorou muito, me levantei e ao dobrar a banca de jornal da esquina lá estava você sentado.
Cumprimentei você e falamos um pouco.
Lembro que cantei a canção Tá combinado do Caetano Veloso.
Você riu e entre choro de lágrimas e risos agora,  lembro que deveria ter aproveitado mais seu sorriso,  mas, meus 5 minutos me fez inverter tudo e brigar.
Sai correndo,  e no caminho voltei em si.
Fui até você e lhe pedi perdão,  você sentado no mesmo lugar me sorriu e eu lhe obrigando a dizer algo em vão sendo que dentro de mim e de você eu já sabia a resposta.

Tirei meu amuleto e fui por em seu pescoço e você se recusou, como é de mim , insisti e você duro relutou, não quis e me fez ficar nervoso novamente.

Fui embora,  e no caminho resolvi voltar e você já não estava mas lá.
A todos que via dizia seu nome , se te conhecia ou tinham visto para onde você tinha ido.

Um me apontou sentido a santa clara,  andei aquele quarteirão como um pai desesperado atrás do filho!

Bom,  só não fiquei com esta culpa por muito , foi ai que percebi que não era seu pai!

Mesmo assim,  aquela noite já teria me válido a pena se estivesse ido pra casa com seu sorriso no pensamento e no meu mundo particular!

Mas, foi isto que fiz!
Embarquei no ônibus parque central e dois pontos após resolvi descer e ir a pé , pra pensar um pouco.

Quando ao descer e passar em baixo do viaduto,  um ser alto e magro,  era você!

Sabe por quê o Venezianão me é de ponto de referência?
Você sabe né?  Acredito que saiba!

Sobretudo,  naquela noite o tempo foi passando devagar e a cada passo lento nosso e a cada parada na rua para um beijo roubado ou escondido nos fazia perceber que aquele era nosso mundo,  no entanto,  não poderia jamais ser dito à terceiros.
Lembra que achávamos que ninguém sabia?  Achávamos que éramos os únicos no universo.

Teria sido assim,  até eu olhar pra trás no Venezianão pela terceira vez e você não estar mais lá!

Queria correr atrás de você novamente,  mas,  não pude.  Meu ego era maior!
Mas na despedida morri ali.

Sem saber que nunca mais te veria de novo fui embora com o coração triste e cheio de dor, afinal,  estaria voltando pra casa,  enfrentar aquele velho chato do meu pai.
Um pastor medíocre que não entenderia jamais se contasse a ele o que aconteceu!

Entretanto,  se passou,  e fica aqui no meu mundo particular ainda seu sorriso e a leveza e verdade que me dava! Sua companhia pra mim sempre foi agradável e seu cheiro único!
Seu olhar , há seu olhar sem igual!
Por isto insisto em que use óculos de sol!
...
Deixa eu ir porquê tenho que escrever um artigo sobre o Abraço!

Pra terminar, estou ouvindo poema!
Daqui um pouco ouço tá combinado e penso mas em você,  no entanto,  é só o que faço depois de ter conhecido você!