terça-feira, 29 de setembro de 2015

Desemprego 2015.

Desemprego no segundo trimestre de 2015 tem a maior taxa desde 2012

A taxa de desemprego chegou a 8,3%, segundo o IBGE. Índice é o maior desde o início da série histórica.

Desemprego no segundo trimestre de 2015 tem a maior taxa desde 2012
A taxa de desemprego chegou a 8,3%, segundo o IBGE. Índice é o maior desde o início da série histórica.
 A taxa de desemprego subiu no segundo trimestre deste ano e chegou a 8,3%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É maior taxa da série histórica, que teve inicio em 2012. No primeiro trimestre deste ano, o índice foi de 7,9%. Já no segundo trimestre de 2014, a taxa foi de 6,8%.

De acordo com o IBGE, a população desocupada, de 8,4 milhões de pessoas, subiu 5,3% frente ao primeiro trimestre e, ante o 2º trimestre de 2014, o avanço foi de 23,5%.
“Você tem aumento da taxa de desocupação, que vem em função de uma maior procura e uma geração de trabalho que não alcança isso. Ou seja, houve geração de posto de trabalho, mas é em inferior ao que seria necessário para manter a taxa estável ou haver redução”, analisou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.
Já o nível da ocupação (que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar) foi estimado em 56,2% no 2º trimestre, o mais baixo da série histórica da Pnad Contínua, segundo o coordenador, permanecendo estável frente ao trimestre anterior e apresentando queda em relação ao 2º trimestre do ano passado, quando foi de 56,9%.
“O mercado de trabalho, em relação ao trimestre passado, teve aumento de 188 mil pessoas [na população ocupada] trabalhando, esse aumento não é significativo, ou seja, a população ocupada está estável. Em relação ao ano passado, foi aumento de 159 mil, que denota de novo estabilidade”, analisou Cimar Azeredo.
A população ocupada foi estimada em 92,2 milhões, estável frente ao primeiro trimestre e ao mesmo período de 2014. Segundo o IBGE, 78,1% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, percentual estável em relação ao trimestre anterior e a igual trimestre de 2014.
Segundo o IBGE, a pesquisa mostrou aumento da procura por trabalho, 421 mil pessoas no trimestre, em comparação com o trimestre anterior, e 1,6 milhão em relação ao segundo trimestre de 2014.
A Pnad Contínua apontou ainda redução do contingente de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado, queda de 157 mil em relação ao trimestre anterior e 971 mil em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.
A análise mostrou ainda crescimento da participação dos trabalhadores por conta própria na população ocupada, 293 mil em relação ao trimestre anterior e 989 mil, em comparação com o segundo trimestre do ano passado.
“Hoje, a gente um vive período muito similar ao que a gente viu lá atrás, em 2003, com aumento da taxa de desocupação, estabilidade na população ocupada e aumento principalmente desse grupo da população ocupada que são os trabalhadores por conta própria”, analisou Cimar.
Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que substitui a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). São investigados 3.464 municípios e aproximadamente 210 mil domicílios em um trimestre, informou o IBGE.
38,7% fora da força de trabalho
No Brasil, 38,7% das pessoas em idade de trabalhar foram classificadas como fora da força de trabalho, ou seja, aquelas que não estavam ocupadas nem desocupadas na semana de referência da pesquisa. A população fora da força de trabalho era composta em sua maioria por mulheres. No 2º trimestre de 2015, elas representavam 65,8%.
O Nordeste foi a que apresentou a maior parcela de pessoas fora da força de trabalho, 42,8%. As regiões Sul (36,0%) e Centro-Oeste (34,8%) tiveram os menores percentuais.
Cerca de 35,1% da população fora da força de trabalho era composta por idosos (pessoas com 60 anos ou mais de idade). Aqueles com menos de 25 anos de idade somavam 28,8% e os adultos, com idade de 25 a 59 anos, representavam 36,1%.
Nível de instrução
Segundo a pesquisa, a taxa de desocupação entre as pessoas com ensino médio incompleto era maior do que a verificada nos demais níveis de instrução, chegando a 13,8%. Entre o grupo de pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 9,7%, “mais do que o dobro da verificada para aqueles com nível superior completo (4,1%)”.
Segundo o IBGE, em geral, nos grupos com níveis de instrução mais altos, o nível da ocupação ficou mais elevado. No 2º trimestre, 31% das pessoas sem nenhuma instrução estava trabalhando. No grupo das pessoas com nível superior completo, o nível da ocupação chegou a 78,9%.
Por gênero e idade
Há diferenças significativas na taxa de desocupação entre homens e mulheres. A taxa de desemprego foi estimada em 7,1% para os homens e em 9,8% para as mulheres. Já a taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos de idade, de 18,6%, apresentou patamar elevado em relação à taxa média total (8,3%).
Cimar ressaltou que os jovens “são os primeiros a serem afetado no processo de desocupação. Em qualquer pesquisa nossa, os jovens são os primeiros a sentir o processo do mercado de trabalho. São os primeiros a serem dispensados e os primeiros a correr ao mercado de trabalho para compor renda familiar. É histórico”, comentou. A taxa de desocupação dos jovens subiu um ponto percentual, em comparação com o primeiro trimestre de 2015, mostrou o IBGE.
As análises apontaram ainda diferenças no nível da ocupação entre homens e mulheres. No 2º trimestre, o nível da ocupação dos homens, no Brasil, foi estimado em 67,1% e o das mulheres, em 46,2%. No Norte houve a maior diferença entre homens e mulheres de cerca de 26,1 pontos percentuais, e no Sul foi a menor diferença (cerca de 19 pontos percentuais).
Em relação à idade, o nível da ocupação do grupo etário de 25 a 39 anos foi estimado em 74,9%, para o grupo etário de 40 a 59 anos é de 69,5%. Entre os jovens de 18 a 24 anos, a estimativa foi de 55,3%. Entre os menores de idade, de 14 a 17 anos, ficou em 15,4%, enquanto entre os idosos (60 anos ou mais), 22,3%.
Queda na construção
A pesquisa mostrou ainda queda no contingente do grupamento da construção. De acordo com Cimar Azeredo, houve retração de 6,7% na construção, ou uma redução de 509 mil pessoas, em relação ao trimestre anterior, e recuo de 8,6% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, ou menos 673 mil pessoas.
Rendimento médio no 2º tri

No segundo trimestre, a região Nordeste foi a que apresentou a maior taxa de desocupação, de 10,3%, e a região Sul, a menor, atingindo 5,5%. Segundo Cimar Azeredo, houve recorde na taxa de desocupação em quatro unidades da federação: Paraná (6,2%), São Paulo (9%), Rio Grande do Sul (5,9%) e Goiás (7,3%), e três regiões, Sul (5,5%), Sudeste (8,3%) e Centro Oeste (7,4%).
Em relação ao mesmo período de 2014, a taxa de desocupação cresceu em todas as regiões: Norte (de 7,2% para 8,5%), Nordeste (de 8,8% para 10,3%), Sudeste (de 6,9% para 8,3%), Sul (de 4,1% para 5,5%) e Centro-Oeste (de 5,6% para 7,4%). Entre as unidades da federação, Bahia teve a maior taxa (12,7%) e Santa Catarina, a menor (3,9%).
“Se a gente olhar em quase todas as regiões, a procura por trabalho foi forte, aconteceu. Principalmente na região Sul, 35,6%, 223 mil pessoas, é a maior entre as regiões [em comparação com o ano anterior]. A região Sudeste também merece destaque, puxada por São Paulo. A taxa de desocupação de São Paulo foi a mais alta da série, então, chama atenção o percentual de Porto Alegre, mas a região Sudeste, mas por ser mais populosa tem percentual mais baixo, mas contingente, um aumento maior”, diz Cimar.
Rendimentos
No segundo trimestre, o rendimento médio real (todos os ganhos recebidos no mês) de todos os trabalhadores ocupados foi estimado em R$ 1.882 – 1,4% maior em relação ao mesmo período do ano passado, que foi de R$ 1.855, porém estável (leve alta de 0,5%) na comparação com o trimestre anterior, que foi de R$ 1.892.

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